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O Preço da Hegemonia: Intervenções, Experimentos e Encobrimentos

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 


Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos consolidaram-se como a principal potência mundial. Sob o pretexto da Guerra Fria e da luta contra o comunismo, o país desenvolveu uma série de operações clandestinas que violaram soberanias nacionais, manipularam sociedades e até infringiram suas próprias leis internas. Como observa o historiador Peter Kornbluh, “a CIA tornou-se um instrumento de política externa capaz de moldar governos e destruir movimentos sociais” (Kornbluh, The Pinochet File).

Na América Latina, os exemplos são numerosos. Em 1954, a CIA organizou a derrubada do presidente Jacobo Árbenz na Guatemala, após ele implementar reformas agrárias que afetavam os interesses da United Fruit Company (Schlesinger & Kinzer, Bitter Fruit). No Chile, em 1973, o governo de Salvador Allende foi deposto com apoio direto dos Estados Unidos, instaurando a ditadura de Augusto Pinochet (Kornbluh, 2003). No Brasil, documentos desclassificados confirmam apoio logístico e financeiro ao golpe militar de 1964 (Fico, O Grande Irmão). Já na Nicarágua, durante os anos 1980, o escândalo Irã-Contras revelou que altos funcionários do governo Reagan desviaram recursos da venda ilegal de armas ao Irã para financiar os Contras, em clara violação das leis do Congresso (Blum, Killing Hope).

Internamente, os EUA também recorreram a práticas autoritárias. O programa COINTELPRO, conduzido pelo FBI entre 1956 e 1971, visava infiltrar e destruir organizações civis como os Panteras Negras e o movimento pelos direitos civis, chegando a difamar Martin Luther King Jr. (Churchill & Vander Wall, Agents of Repression). Paralelamente, o projeto MK ULTRA, da CIA, realizou experimentos ilegais em humanos com LSD e outras técnicas de manipulação mental, sem consentimento dos envolvidos (Marks, The Search for the Manchurian Candidate). Outro exemplo é o Projeto Mockingbird, iniciado nos anos 1950, que infiltrou jornalistas e veículos de comunicação para impor narrativas favoráveis aos EUA e combater a propaganda comunista (Agee, Inside the Company).

Os escândalos de encobrimento também marcaram a história. Em 1996, o jornalista Gary Webb publicou a série Dark Alliance, denunciando a conexão entre traficantes ligados aos Contras e a epidemia de crack em Los Angeles. Embora tenha sido desacreditado pela grande imprensa, relatórios posteriores da própria CIA confirmaram que a agência se associou a traficantes e ocultou informações do Congresso (McCoy, The Politics of Heroin). O caso Irã-Contras, revelado em 1986, expôs a venda clandestina de armas ao Irã e o financiamento ilegal dos Contras, mostrando como o governo Reagan operava fora da lei (Blum, 1995).

Essas práticas não se limitaram ao passado distante. Após os atentados de 11 de setembro de 2001, investigações revelaram falhas graves da CIA e do FBI em monitorar suspeitos ligados à Al-Qaeda, levantando suspeitas sobre cumplicidade ou negligência deliberada (Coll, Ghost Wars). Além disso, denúncias sobre manipulação de informações na Wikipédia por endereços ligados à CIA e ao FBI em 2007 reforçam a continuidade da estratégia de controle informacional (Virilio, Guerra e Cinema).

Em síntese, os Estados Unidos construíram sua hegemonia não apenas pela economia e poder militar, mas também por meio de operações clandestinas que minaram democracias, manipularam sociedades e violaram direitos humanos. Como afirma William Blum, “nenhum outro país interveio tantas vezes em governos estrangeiros, sempre em nome da liberdade, mas quase sempre contra ela” (Blum, Rogue State). Denunciar essas práticas é papel dos historiadores, para que crimes fiquem registrados de forma perene e evitar revisionismos de grupos que desejam reviver atrocidades. Paulo Bressane

Bibliografia

  • Agee, Philip. Inside the Company: CIA Diary. 1975.

  • Blum, William. Killing Hope: U.S. Military and CIA Interventions Since World War II. 1995.

  • Blum, William. Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower. 2000.

  • Churchill, Ward & Vander Wall, Jim. Agents of Repression: The FBI’s Secret Wars Against the Black Panther Party and the American Indian Movement. 1988.

  • Coll, Steve. Ghost Wars: The Secret History of the CIA, Afghanistan, and Bin Laden. 2004.

  • Fico, Carlos. O Grande Irmão: da Operação Brother Sam aos Anos de Chumbo. 2008.

  • Kornbluh, Peter. The Pinochet File: A Declassified Dossier on Atrocity and Accountability. 2003.

  • Marks, John. The Search for the Manchurian Candidate: The CIA and Mind Control. 1979.

  • McCoy, Alfred W. The Politics of Heroin: CIA Complicity in the Global Drug Trade. 2003.

  • Schlesinger, Stephen & Kinzer, Stephen. Bitter Fruit: The Story of the American Coup in Guatemala. 1982.

Crise, Guerra e Reset: a Lógica Histórica do Capital

sábado, 17 de janeiro de 2026

 




As crises do capitalismo não são acidentes nem desvios morais. Elas fazem parte de sua própria arquitetura. Não se trata de julgar o sistema como “mal”, “feio” ou “bobo”, mas de compreender sua gênese e seu funcionamento histórico. O capitalismo cresce explorando o trabalho, acumulando valor de forma concentrada. Quando esse capital se torna volumoso demais para continuar se expandindo apenas pela produção, ele se financeiriza: atravessa fronteiras, ignora Estados, ideologias e povos, e passa a crescer por meio da especulação.

Esse movimento deixa um rastro previsível: desemprego estrutural, precarização, ausência de horizonte social, frustração coletiva e ressentimento difuso. Massas desamparadas, sem perspectivas reais, tornam-se terreno fértil para a manipulação política. E é aqui que entra um elemento recorrente da história: a necessidade de uma figura farsesca, histriônica, quase dantesca, que canalize o ódio social para um inimigo conveniente — uma minoria, uma etnia, um grupo estrangeiro, um “outro” abstrato.

Essa figura não surge por acaso. Ela cumpre uma função sistêmica: desviar a atenção da lógica econômica que produz a crise e oferecer um bode expiatório emocional. Com isso, populações desesperadas passam a apoiar projetos autoritários acreditando que estão reagindo à sua miséria, quando na verdade estão sendo instrumentalizadas por ela.

O passo seguinte também é conhecido. A guerra — ou sua iminência — funciona como mecan
ismo de “reset”. O dinheiro volta a circular pela economia armamentista, cadeias produtivas são reativadas, novas fronteiras de acumulação se abrem, e a destruição passa a ser tratada como solução econômica. Foi assim na grande crise do início do século XX, que desembocou na Primeira Guerra Mundial. Foi assim na crise dos anos 1930, que abriu caminho para o nazismo e a Segunda Guerra. O padrão se repete.

Hoje, o mundo caminha perigosamente para um novo ponto de inflexão, com líderes que reproduzem os mesmos traços: autoritarismo, culto à força, desprezo pela vida e uso sistemático do ódio como ferramenta política. Não podemos nos iludir achando que a história evolui de forma linear ou moral. Dentro desse sistema econômico, a crise e a violência não são exceções — são mecanismos de continuidade.

A diferença é que agora estamos sem tempo. Vivemos uma crise climática profunda, com ecossistemas colapsando, bolsões de miséria espalhados pelo planeta e uma ordem geopolítica muito mais instável do que no século passado. Um conflito global hoje não garante sequer a sobrevivência da humanidade. Em um cenário de cataclismo nuclear, não haverá como comer grandes quantidades desse vil metal chamado dinheiro.

Por isso, é urgente refletir sobre onde depositamos nossas esperanças políticas. Votar não é um gesto neutro nem meramente individual: é uma escolha histórica. Insistir nas mesmas farsas, nos mesmos personagens e nos mesmos discursos é caminhar, conscientemente, para o abismo — acreditando, mais uma vez, que desta vez será diferente.


Paulo Bressane

Você sabe pontuar adequadamente?

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

 Os dois pontos ( : ) representam um sinal gráfico que faz parte do sistema de sinais pontuacionais da escrita.

Na produção de textos, eles possuem diversas finalidades, como por exemplo enumerar itens numa frase, ou até mesmo indicar o discurso direto dentro de uma narrativa.

Vale mencionar  que na matemática, os dois pontos correspondem ao sinal da divisão (12:2=6) - Lê-se:  doze dividido por dois, igual a seis)

Quando usar dois pontos

1. Nas explicações ou esclarecimentos:

O Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND) corresponde a um conceito novo que inclui:  identificar problemas, levantar soluções, acompanhamento das etapas e avaliação dos resultados.

2. Nas sínteses ou resumos:

O êxodo rural no Brasil é um problema observado desde a forte industrialização na década de 30, fazendo com o trabalho no campo em diversas áreas seja esvaziado Em resumo: Virando um problema social e econômico.

3. Nos discursos diretos:

Jonas respondeu: — Não estou preparado para casar, Ana!

4. Nas citações:

Jesus dizia: “Vá e não peques mais!

5. Nas enumerações:

Os estados da água são: líquido, gasoso e sólido.

6. Nos exemplos:

O golfinho é considerados um dos animais mais inteligente da natureza, fato esse provado, por exemplo: conseguem identificar pescadores na praia e ajudá-los a pescar um cardume de tainhas.

7. Após vocativos

Dona Eunice: Podemos participar da aula de educação física?

Diferença entre dois pontos e ponto e vírgula

A grande diferença entre o ponto e vírgula e os dois pontos é a pausa que eles oferecem à produção textual, uma vez que podem apresentar a mesma função dentro de um texto, por exemplo, de enumeração.

Assim, o ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula e menor que ponto, separando orações, ideias ou elementos textuais.

Já os dois pontos indicam uma pausa mais breve no discurso, utilizado nos discursos diretos, explicações, citações, enumerações, dentre outros.

Curiosidade: Você Sabia?

Segundo o novo acordo ortográfico, o uso do hífen nos termos “dois pontos” é opcional, ou seja, pode ser escrito das duas maneiras: dois pontos e dois-pontos.


Abaixo preparamos um resuminho que você pode imprimir e estudar!



Como estudar matemática?

terça-feira, 10 de dezembro de 2024


 

Geometria - Atividade - para 4° e 5° anos (Professores e alunos)

Você sabe sobre arestas, vértices e faces?

Gostaria de saber mais?

Veja essa atividade que fizemos com cainho para os mestres e alunos!

Você pode usar no formato png ou baixar o pdf.


Clique na imagem para ampliar.

Nota Importante sobre o Portal: O Celeiro do Saber

 

 Tempos atrás perdemos nosso canal na plataforma YouTube. Fomos invadidos e nossas senhas ficaram nas mãos de criminosos. O canal passou a replicar conteúdos que violam a política da plataforma, sendo assim perdemos o canal e não houve nada que pudéssemos  fazer.

    Todos os conteúdos do antigo canal foram apagados e não temos mais acessos, pois as vídeo aulas eram grandes e a própria plataforma fazia o papel de nuvem dos arquivos.
    Vamos recomeçar e recolocar vários conteúdos antes gravados, sendo que, de certa forma é até positivo, pois nos faz revisar antigas práticas de roteiro, produção e edição.
    Nossa qualidade e respeito ao internauta sempre foi norma balizadora para os conteúdos e mensagens que passamos por aqui.
    Pedimos sinceras desculpas, pois muitos conteúdos não estão disponíveis.
    Por hora, postaremos cartões de "Dicas do Celeiro", que contém informações sobre todas as áreas do conhecimento, de uma forma didática e direta.
    Siga nossas redes sociais para ficarem conectados às nossas postagens.
    Um abraço fraterno!

                                                                          Equipe "O Celeiro do Saber"


O uso do hífen: você sabe usar?

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024


 

Dicas do Celeiro - Locuções adverbiais

Locução adverbial é um conjunto de duas ou mais palavras que, juntas, atuam como um advérbio, alterando o sentido de um verbo, de um adjetivo ou do próprio advérbio.

Exemplos de locuções adverbiais:


A revista  está à esquerda do estante.

Meu irmão foi caminhar na praia pela manhã.

Em silêncio, os universitários prosseguiram seus estudos.

Toda a questão da prova, sem dúvida, se resolverá!

De modo algum você poderá contar com minha participação.

Ele comeu em excesso os pratos deliciosos do buffet. 


Agora lembre-se do uso da crase em locuções! 

Isso é importante, pois é exigido em provas e concursos!

Não se esqueça! Estudar é um ato de atuação, você deve escrever para assimilar os conceitos.

Bons estudos!